Eu liguei para todo mundo que eu lembrei minha irmã, Iris, que ainda não concordava vazia tudo reclamando.
Eu me sentia triste comigo mesma, eu sei que não deveria falar daquela maneira a respeito dos meus pais. Parecia que tudo que eu sentia foi multiplicado por 10 me fazendo agir como uma idiota que não pensou e agiu por impulso. Eu realmente não deveria ter dito aquilo, eu vou tentar arrumar essa situação, eu não vou tentar eu vou arrumar essa situação.
Andei pelo apartamento a procura da minha irmã, e achei-a na cozinha desembrulhando salgadinhos que eu tinha pedido mais cedo.
- Eu não deveria ter dito aquilo! - eu disse, fazendo sinal de não com a cabeça.
- Dito oque? - ela pergunta concentrada nos salgadinhos.
- Ter dito aquela coisa horrível sobre os nossos pais. - eu disse inconformada comigo mesma.
Ela se vira e me encara, dá de ombros e diz:
- Esquece. - ela disse tentando acabar com o assunto.
- Não, eu sei que nossos pais sempre lutaram muito para nos sustentar, eu não sei oque aconteceu, mas, eu sei que eu fui egoísta e sem consideração. Eu agi como uma idiota me desculpe. - eu disse me lamentando e abaixando a cabeça assumindo o meu erro.
- Está tudo bem, só não repita isso de novo. - ela levanta a minha cabeça e me anima.
- Obrigada. - eu disse em soluços, começado a chorar.
- Nem pense nisto! Ainda tem uma festa para terminar de arrumar e eu não quero que você fique mais de 30 minutos arrumando a sua maquiagem. - ela disse me advertindo e deixando escapar algumas risadinhas.
Eu fiz uma careta e me dirijo para a sala-de-estar para arrumar as bebidas, colocar as almofadas no lugar, checar os CDs e checar o frigobar. Estava tudo perfeito e logo os convidados iriam chegar.
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Depois de checar tudo me dirijo ao banheiro para dar os últimos toques em minha roupa e maquiagem. A porta estava trancada.
- Iris, esta tudo bem? - pergunto, começando a ficar preocupada com minha irmã que não responde.
- Iris se você não abrir essa porta eu vou arrombar. - eu disse, me preparando para arrombar, quando ela responde:
- Está tudo bem! Eu já estou terminando. - ela responde com a voz ranzinza. - Se ainda quer usar o banheiro, use o do quarto do Ângelo.
- Não está trancada? - pergunto ficando surpresa, Ângelo nunca deixa a porta destrancada, pelo menos o tempo que eu estou aqui ele sempre tranca, quando sai ou até mesmo quando está aqui. Ele também sempre mantem a sua privacidade e não gasta que fazemos perguntas demais.
- Pode ir está aberta. Depois daquela conversa ele saiu com raiva de si por responder as nossas perguntas e não trancou. - ela fala como se eu fosse uma criança.
Eu atravesso o apartamento, orgulhosa de ver que os preparativos ficaram perfeitos. Quando chego à porta do quarto de Ângelo, fico indecisa se devo entrar, com medo de ver oque tem dentro. Mas quando penso duas vezes percebo que eu não tinha nada a perde, sou uma vampira e vou viver para sempre não tem um porque de ter medo.
Abro a porta, esperando ver um quarto fedido com CDs e papeis jogados, e um som estéreo e uma TV de LED, também esperei por um guarda-roupa enorme ele nunca repetia de roupa, um típico quarto de homem. Mas me surpreendi quando não achei nada do que tinha pensado. Era um quarto enorme, com quadros pintados a óleo e um sofá antigo, parecia que tudo foi tirado de um museu, a única coisa que eu acertei foi o guarda-roupa enorme, ele era bem antigo e reluzia com a luz do corredor. Não me atrevi a abrir as portas daquela coisa enorme, olhei o resto quarto e vi um piano bem no canto do quarto, ele era branco leite e parecia bem caro. Não queria continuar nesse quarto era muito intimo e reservado e também não tinha nada que me interessasse e eu sempre preferi o futuro ao invés do passado, Iris que iria amar fuçar nesse quarto ela iria olhar tudo igual quando eu vou ao shopping só paro quando olho tudo, estava saindo do quarto quando ouço a campainha tocar.
Vou direto para a porta de entrada, os primeiros convidados chegaram, era o Caique e a Veridiana com quem estudei desde a 8ª até o 3º ano do ensino médio, não via eles há muito tempo e morria de saudades.
- Oi Brittany, quando tempo, você esta ótima. - disse o Caique me olhando de cima á baixo.
- Oi Caique! Nossa que saudades de você Veri. Entrem e fique a vontade. - eu disse, dando um abraço na Veridiana e cumprimentando o Caique.
- Eai cadê a sua irmã estranha? - perguntou Caique mexendo nas bebidas.
- Estou aqui, e é bom ver você de novo pé-no-saco. - disse Iris indo em direção a cozinha, com a boca vermelha só que não era batom, pelo cheiro era sangue.
- Gente se sinta á vontade, eu vou dar um pulinho na cozinha. - eu disse, saindo da sala e entrando na cozinha, Iris estava de costas e não me viu, peguei em seu ombro e disse:
- Esta tudo bem? Você não deveria fazer isso enquanto eles estiverem aqui. - eu disse olhando ela nos olhos.
- Esta tudo bem! Só estou tendo a segurança de não atacar ninguém. - ela disse desviando o olhar.
- Nossa eu nem pensei nisso, hoje eu só bebi uma bolsa. Você pode, por favor, atender a porta e pedi para os convidados entrarem e que fique a vontade. Por favor, não seja grosseira. - eu peço a ela fazendo cara de cachorrinho que caiu do caminhão de mudanças.
- Vai logo eu não quero aturar esse povo sem graça. - ela disse fazendo sinal para que eu corra.
- Valeu! - eu disse enquanto me dirija ao Freezer onde ficavam as bolsas de sangue.
Pego duas bolsas de sangue e bebo bem rápido. Assim que terminei a segunda vou ao banheiro checar se não ficou resto de sangue em meu rosto e tiver certeza de que meus olhos e dentes já voltaram ao normal.
Tudo certo. Eu corro para a sala de estar para ver a Iris, que já tinha recebido grande parte dos convidados. A Veri estava aumentando o volume do som enquanto todos começaram a dançar e beber. Estava tudo normal, vou até a cozinha e pego uma das bandejas de salgadinhos e volto para a sala. Uns dos amigos da Iris tinham chegado. Servi o salgadinho e abaixei o volume para falar.
- Gente presta atenção! - eu disse, atraindo a atenção de todos para mim. - Bom como já sabem eu e a Iris nos mudamos e para inaugurar esse apartamento maravilhoso, visemos está festa, não só para inaugurar como também para rever todos vocês desde os últimos meses. Bom espero que gostem. Agora, Veri, aumenta o som ai.
Já estava dando umas 03h00min da manhã , quando os últimos convidados foram embora, por mais que eu dancei a noite toda, minhas penas não doíam e não estava com sono. Mas, minha garganta estava queimando e eu tenho que me alimentar antes de eu começar a atacar as pessoas. Tranquei a porta e fui em direção ao Freezer para pegar umas bolsas. Minha irmã já estava lá e disse:
- Eu já estou acabando, vou começar a arrumar a bagunça, quando você terminar vem me ajudar. - ela disse jogando a bolsa vazia no lixo.
- Tudo bem, vai ser rapidinho. - eu disse abrindo a porta do Freezer.
Quando terminei de me alimentar comecei a ajudar a Iris. Arrumamos tudo e quando jogamos o lixo fora, trocamos de roupa e fomos assistir a um filme, quando escuto a porta bater. Era Ângelo, e não estava com uma cara muito feliz.